O que estamos vivendo na Prefeitura de Parnamirim, praticamente todas as semanas, são paralisações dos funcionários que reivindicam melhores salários e condições para trabalhar.
A escassez de insumos é uma realidade nas enfermarias como falta de cobertura para os curativos, gazes, seringas, e sonda, inclusive impedindo a realização de exames preventivos. Não há tubetes para armazenar a lâmina. Já na área odontológica falta conserto dos equipamentos e de material prejudicando os atendimentos da população.
Segundo os grevistas mais uma vez a prefeita Nilda não os recebeu para dialogar. Francisco Pinto que é cirurgião dentista e representante do Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do Norte falou “estamos aqui para negociar a progressão por tempo de serviço e titulação que muitos colegas não estão conseguindo no período que é previsto em lei, e outra questão é a mesa SUS que é uma estância de negociação que deveria acontecer a cada 40 dias e não está acontecendo. Nem foi oficializada em diário oficial e não ocorre de forma efetiva”.
Barbara Coele, enfermeira representante do Sindern, disse que estão lutando por várias pautas em comum como reajustes salariais e de salubridade que nesse ano não foi feito. Esses reajustes todos os anos são feitos no mês de março e nesse um ano e meio dessa gestão não foram feitos, lembrando que o último reajuste foi em 2023 e que existe uma lei municipal que é para dar esse reajuste uma vez por ano “estamos há algum tempo tentando negociar o que é por direito, mais a prefeita não negocia nada”, disse.
A Assistente Social do CER, Isadora Rodrigues disse que a dificuldade dentro de CER está relacionada à falta de materiais para trabalhar. O almoxarifado é um espaço praticamente vazio, falta computadores, falta materiais didáticos para os terapeutas trabalharem. Na estrutura do prédio tem salas sem portas e ar condicionado. Há uma cobrança no trabalho, mas faltam ferramentas para desenvolvê-los.
Entre tantas reivindicações estão equiparações e gratificações. Eles falam que as minutas estão quase finalizadas para que as gratificações tenham o mesmo valor independente da área de atuação seja nível médio ou superior, mas a minuta nunca sai.
Outra questão apontada pelos grevistas é o pedido de um concurso público para a saúde em várias áreas que estão com falta de profissionais e sobrecarrega os que estão trabalhando, prejudicando a população que fica sem um atendimento de qualidade.
Perguntado sobre as ações do Secretário de Saúde diante desses fatos, eles dizem que tem um belo discurso, mas não faz nada.